Um problema global de gestão
Em 2017, a Organização Mundial da Saúde lançou o desafio global Medication Without Harm (Medicação sem Danos), com a meta de reduzir danos graves e evitáveis relacionados a medicamentos. Segundo a OMS, o custo global associado a erros de medicação é estimado em US$ 42 bilhões por ano.
A OMS destaca que boa parte desses erros não nasce de falta de conhecimento clínico, mas de falhas de processo: prescrições ilegíveis ou incompletas, informações fragmentadas entre profissionais e ausência de checagens sistemáticas.
Onde a gestão faz diferença
A iniciativa organiza as ações em três frentes: situações de alto risco, polifarmácia e transições de cuidado (quando o paciente muda de serviço ou de profissional). Em todas elas, a recomendação converge para o mesmo ponto: processos padronizados, informação centralizada e rastreabilidade.
Na prática do consultório, isso se traduz em:
- Prescrições estruturadas, com campos completos e legíveis;
- Histórico centralizado do que foi prescrito e dispensado;
- Fornecedores e farmácias com procedência verificável;
- Comunicação clara com o paciente sobre o uso correto.
Tecnologia como apoio, não substituto
A Estratégia Global de Saúde Digital 2020–2025 da OMS reforça que ferramentas digitais devem apoiar o julgamento clínico, e não substituí-lo. A decisão continua sendo do médico; a tecnologia reduz o retrabalho e as brechas operacionais ao redor dela.
Fonte principal: Organização Mundial da Saúde, Medication Without Harm — Global Patient Safety Challenge (2017).
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